Archive for the ‘Parábolas’ Category

Parábola das Quatro Velas

quarta-feira, janeiro 28th, 2009

Quatro velas estavam acessas e na paz do silêncio que as rodeava, podia-se ouvir o suave cochicho do diálogo que mantinham….

A primeira vela disse:

– Eu sou a PAZ! Mas as pessoas não conseguem manter minha luz acessa. Por isso me sinto morrer.

A vela apagou devagarzinho, e a fumaça subiu de seu pavio como um último suspiro.

A segunda vela disse:

– Eu me chamo . Infelizmente me consideram algo muito supérfluo. As pessoas não querem saber de Deus, e eu vou me apagando tristemente.

E assim, com um breve tremor da chama, a vela se apagou.

A terceira vela também falou:

– Eu sou o AMOR. Não tenho mais forças para continuar acessa. As pessoas me deixam de lado, me trocam pelo egoísmo: só se amam a si mesmas e esquecem até mesmo os que realmente as amam”.

Sem mais uma palavra, repentinamente, a vela apagou-se.

Ficou tudo muito escuro com a única vela a tremular.

De repente, entrou uma criança e viu as três velas apagadas.

– Que aconteceu? – exclamou chorando, assustado com a escuridão – Estas velas deviam estar acessas! Ainda falta muito para se consumirem!

Então ele ouviu a quarta vela a falar:

– Não tenha medo! Como eu ainda estou acessa, você pode acender comigo as outras velas. Eu sou a ESPERANÇA!

A criança, com olhos brilhantes, pegou a vela que restava e acendeu as demais…

Depois saiu, murmurando uma prece:

– “Que a vela da esperança jamais se apague dentro de mim!”

Parábola da mãe desamparada

quarta-feira, janeiro 28th, 2009

Hoje não é dia das mães, mas no contexto social em que vivemos, o texto abaixo pode ser conveniente. Leia com carinho:

Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que ela mais amava. Ela deixou entrever um sorriso e respondeu:

“Nada é mais volúvel que um coração de mãe”. E como mãe lhe respondeu: o filho predileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma é o meu filho doente até que sare;

O que partiu, até que volte;
O que está cançado, até que descanse;
O que está com fome, até que se alimente;
O que está com sede, até que beba;
O que está estudando, até que aprenda;
O que está nu, até que se vista;
O que não trabalha, até que se empregue;
O que namora, até que se case;
O que casa até que conviva;
O que é pai, até que crie;
O que prometeu, até que cumpra;
O que chora, até que se cale;

E já com o semblante bem distante daquele sorriso completou:

O que me deixou, até que o reencontre.