Parábola da mãe desamparada

Hoje não é dia das mães, mas no contexto social em que vivemos, o texto abaixo pode ser conveniente. Leia com carinho:

Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que ela mais amava. Ela deixou entrever um sorriso e respondeu:

“Nada é mais volúvel que um coração de mãe”. E como mãe lhe respondeu: o filho predileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma é o meu filho doente até que sare;

O que partiu, até que volte;
O que está cançado, até que descanse;
O que está com fome, até que se alimente;
O que está com sede, até que beba;
O que está estudando, até que aprenda;
O que está nu, até que se vista;
O que não trabalha, até que se empregue;
O que namora, até que se case;
O que casa até que conviva;
O que é pai, até que crie;
O que prometeu, até que cumpra;
O que chora, até que se cale;

E já com o semblante bem distante daquele sorriso completou:

O que me deixou, até que o reencontre.

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